Pelo menos 31 pessoas morreram na sequência dos incêndios que atingem o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, anunciaram as autoridades norte-americanas, num novo balanço no domingo.

Em conferência de imprensa, o xerife do condado de Butte, Korey Honea, afirmou que as equipas de resgate encontraram no domingo mais seis cadáveres em Paradise.

O anterior balanço, de sábado, apontava para 25 mortos.

Há ainda quase duas centenas de desaparecidos.

Dos 31 mortos na Califórnia, 29 foram descobertos em Paradise (onde arderam mais de seis mil habitações) e os outros dois na cidade de Malibu.

Cory Honea informou que os restos mortais de cinco pessoas foram encontrados dentro de uma casa e a outra vítima dentro de um veículo, em Paradise.

Depois de ter culpado as autoridades californianas por “absoluta má gestão” e dizer que não havia motivo para “estes massivos, mortais e onerosos” incêndios, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump voltou à rede social Twitter no sábado para afirmar solidariedade para com todos os envolvidos.

"Os nossos corações estão com aqueles que combatem os fogos (...) e com as famílias [dos mortos]. Que Deus os abençoe a todos" dos mortos, escreveu Trump, que está em França para a comemoração dos 100 anos do final da I Guerra Mundial.

Trump notou que os fogos estão a progredir “muito, muito rapidamente”, pelo que as pessoas devem abandonar os locais e seguir as orientações das autoridades.

o incêndio tornou-se no terceiro mais mortal da Califórnia desde que existem registos, com o número de mortes a ultrapassar o de um incêndio em 2017 que devastou a cidade de Santa Rosa.