Um olho em chamas, um incêndio fatal no Mar Negro e, agora, uma intensa explosão no Mar Cáspio. Desde o início de julho que o mundo tem assistido a incidentes em zonas offshore de exploração de gás e petróleo, sublinhando novamente os riscos inerentes para o ambiente e para a saúde desta atividade.

Durante a noite de domingo, uma coluna de fogo abalou a área do Mar Cáspio, onde o Azerbaijão detém extensos campos de exploração de recursos naturais.

A causa do incidente não foi determinada imediatamente, mas a empresa de petróleo estatal Socar disse que informações preliminares indicam que foi motivado por um vulcão de lama. A empresa disse ainda que nenhuma das suas plataformas foi danificada.

 

 

 

 

 

O Mar Cáspio é caracteristicamente um ecossistema com uma alta concentração de vulcões de lama, que expelem lama e gases inflamáveis.

A explosão ocorreu a cerca de 10 quilómetros do campo de gás Umid, que fica a 75 quilómetros da costa da capital, Baku.

Mark Tingay, especialista em vulcões de lama e professor adjunto da Universidade de Adelaide, na Austrália, disse que a explosão "certamente poderia ser consequência de um vulcão de lama", já que o local sofreu uma explosão em 1958, com uma coluna de chama  que ascendeu aos 500 metros de altura.

O país tem “centenas” de vulcões de lama, um quarto dos quais entrou em erupção violentamente, e foi descrito por Marco Polo como “a terra do fogo” no século XIII.

A coluna de fogo no meio do mar acontece poucos dias após uma explosão e um incêndio na maior refinaria de petróleo da Roménia. 

Imagens gravadas a partir de uma praia próxima de um resort costeiro mostram uma coluna densa de fumo preto a subir perto das instalações da refinaria. Alguns turistas relataram à Reuters ter ouvido um grande estrondo.

 

 

 

Após este incêndio em pleno Mar Negro, a empresa que administra a plataforma de exploração sublinhou que cinco pessoas ficaram feridas e um trabalhador morreu.

Uma investigação foi lançada para a descoberta da causa do incidente que ocorreu no mesmo dia em que deflagraram chamas no mar do Golfo do México provocadas pela rotura de um oleoduto submerso.

 

 

 

Cercado por água, o fogo, que ocorreu a metros da plataforma da mexicana Pemex, ganhou uma elevada dimensão após explosões terem sido registadas em virtude de uma fuga de gás. 

 

 

O incidente foi batizado de “olho de fogo” por se assemelhar ao olho de um furacão e pelas cores que produziu e foram captadas por imagens aéreas. Foram precisas mais de cinco horas e três barcos para ajudar a apagar as chamas.