Pelo menos oito pessoas morreram e 170 ficaram feridas num incêndio que deflagrou domingo num centro de detenção de migrantes na capital do Iémen, Sana, controlada pelos rebeldes huthis, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Está confirmada a morte de oito pessoas”, disse na rede social Twitter a diretora da OIM para o Médio Oriente e Norte de África, Carmela Godeau, acrescentando que o número total de mortes é “muito maior”, segundo informações a que teve acesso.

A responsável disse que a OIM está a apoiar com “cuidados médicos de emergência” mais de 170 pessoas feridas, 90 das quais estão em “estado grave”.

Carmela Godeau não especificou a nacionalidade das vítimas, mas disse que entre os mortos e feridos estão “guardas iemenitas” que trabalhavam no local.

A causa do incêndio ainda não é clara, disse.

Este é só um dos muitos perigos que correm os migrantes nos últimos seis anos da crise no Iémen. Todas as pessoas, incluindo os migrantes, devem ter proteção e segurança”, afirmou também.

Segundo a OIM, todos os anos “dezenas de milhar” de migrantes africanos chegam ao Iémen através do Golfo de Áden e tentam alcançar outras regiões do Golfo Pérsico, em busca de melhores condições e arriscando a vida no país em guerra.

Em 2019, pelo menos 138.000 migrantes chegaram ao Iémen através da Etiópia, Somália ou Djibuti, enquanto em 2020 o número reduziu-se a cerca de 37.500, devido às restrições provocadas pela covid-19.

Em janeiro deste ano, pelo menos 2.500 migrantes africanos chegaram ao Iémen vindos do Djibuti.

O Iémen é palco de uma guerra desde 2014 entre os rebeldes huthis, apoiados por Teerão, e as forças do Presidente, Abd Rabbo Mansur Hadi, que desde março de 2015 é apoiado por uma coligação militar internacional árabe, cujo principal pilar é a Arábia Saudita.