Onze jovens morreram e 20 ficaram gravemente feridos na sequência de um incêndio ocorrido no domingo à noite nos dormitórios de uma escola no sul do Uganda, anunciou hoje fonte policial do país.

Onze estudantes foram mortos no incêndio em três dormitórios para rapazes na escola secundária St. Bernard, em Rakai, na noite passada [domingo]", explicou Ben Nuwamanya, chefe da polícia local, à agência noticiosa France-Presse.

Cerca de 20 estudantes foram hospitalizados com ferimentos graves, e estão em estado crítico, mas os médicos dizem que alguns vão recuperar", acrescentou.

O diretor da escola, Henry Nsubuga, indicou suspeitar de crianças recentemente expulsas de estarem envolvidas nesse “ato de ódio”.

Os culpados inicialmente fecharam as portas dos dormitórios antes de atear fogo, de modo que, mesmo quando a ajuda chegou, foi difícil retirar os estudantes dos dormitórios. Alguns poderiam ter sido salvos, mas morreram por asfixia", explicou.

Alguns corpos estavam muito queimados para serem reconhecidos e a polícia teve que solicitar testes de ADN para identificá-los", acrescentou.

De acordo com o chefe da polícia local, Ben Nuwamanya, a causa do incêndio continua a ser estabelecida. A polícia deteve três pessoas, incluindo um guarda da escola, referiu.

A região de Rakai fica a cerca de 280 quilómetros a sudoeste da capital do Uganda, Kampala, perto da fronteira com a Tanzânia.