Cinco funcionários de uma empresa farmacêutica indonésia foram acusados ​​de lavar e voltar a embalar zaragatoas nasais que já tinham sido usadas para fazer testes covid-19. Depois de lavadas as zaragatoas foram novamente utilizadas por milhares de passageiros no aeroporto de Kualanamu, em Medan, capital do país.

Os funcionários do laboratório público Kimia Farma foram detidos e a própria farmacêutica corre o risco de ser processada pelos passageiros que se sentem lesados, relata o jornal The Guardian.

A polícia acredita que até 9.000 pessoas podem ter sido testadas com uma zaragatoa reutilizada antes de apanharem um avião no aeroporto de Kualanamu.

Qualquer pessoa que embarque num voo doméstico na Indonésia deve apresentar um resultado negativo de um teste rápido da covid-19, que geralmente é realizado no local.

Os cinco funcionários da Kimia Farma, que abastecia o aeroporto, são acusados ​​de lavar as zaragatoas com álcool antes de reembalá-las - uma violação das leis sanitária e um atentado aos direitos do consumidor.

O número de passageiros a queixar-se dos resultados serem falsos positivos levou a polícia a investigar.

As autoridades acreditam que o esquema começou em dezembro de 2020. A polícia também está a investigar se os lucros do esquema, estimados em mais de 100 mil euros, foram usados ​​por um dos funcionários para financiar a construção de uma nova casa.

Erick Thohir, ministro das Administração Pública, disse que os implicados deveriam ser “sujeitos a punições muito severas”.

Entretanto, a Kimia Farma demitiu os funcionários e garantiu, em comunicado, que as suas ações violavam os padrões de comportamento da empresa.

Maria João Caetano