Um sinal proveniente do Boeing que se despenhou no mar, ao largo da capital indonésia, com 62 pessoas a bordo, foi detetado, disse hoje um responsável das forças armadas.

Um navio da marinha "detetou um sinal do aparelho (...) e uma equipa de mergulhadores desceu e encontrou bocados do aparelho, destroços e peças com números de identificação, entre outros", indicou o comandante das forças armadas indonésias, Hadi Tjahjanto, citado num comunicado do Ministério dos Transportes.

O Ministério não precisou se o sinal era proveniente da "caixa negra" do aparelho.

A polícia indonésia tinha já anunciado ter recebido destroços e bocados de corpos encontrados na zona onde desapareceu, ao largo de Jacarta, um avião Boeing 737-500 da companhia indonésia Sriwijawa, com 62 pessoas a bordo.

Esta manhã recebemos dois sacos, um com objetos pertencentes aos passageiros e outro com bocados de corpos", afirmou o porta-voz da polícia Yusri Yunus à cadeia de televisão Mero TV.

A polícia está a "trabalhar nas identificações", indicou. Até ao momento, as autoridades não avançaram qualquer pormenor sobre as possíveis causas do acidente.

Centenas de elementos dos serviços de socorro, da marinha, dez navios de guerra, helicópteros e mergulhadores estão a participar nas buscas, no mar, ao largo de Jacarta e perto de ilhas turísticas.

O aparelho da Sriwijawa Air, que fazia a ligação entre Jacarta e Pontianak, na parte indonésia da ilha do Bornéu, perdeu o contacto com os controladores aéreos no sábado, pouco depois das 14:00 (07:40 em Lisboa) e cerca de quatro minutos depois de ter levantado voo.

O aparelho efetuava um voo estimado de 90 minutos, com 50 passageiros e 12 tripulantes, todos indonésios, disseram as autoridades. O avião, a operar há 26 anos, era um Boeing 737 e não pertencia à nova geração dos Boeing 737 MAX.

Em outubro de 2018, 189 pessoas morreram no acidente de um Boeing 737 MAX, que se despenhou no mar de Java, cerca de 12 minutos depois de ter levantado voo.