Itália regista agora 33.774 mortes derivadas da pandemia de Covid-19. Só nas últimas 24 horas, houve um acréscimo de 85 óbitos, menos três mortos do que na última atualização, divulgou a Proteção Civil italiana, esta sexta-feira.

O país do sul da Europa, um dos mais afetados pelo surto de coronavírus no continente, somou mais 518 novos casos de doentes infetados com Covid-19, o número mais alto desde 28 de maio. Até ao momento, já foram contabilizados 234.531 pacientes que contraíram a doença.

Apesar do aumento verificado no número de novos contágios, a Proteção Civil italiana voltou a destacar hoje que o número de casos positivos e ativos neste momento no país continua a descer.

Segundo os dados, o total de pessoas atualmente positivas é de 36.976, o que representa um decréscimo 1.453 em comparação com o dia anterior.

Existem ainda 1.886 pacientes que foram dados como recuperados. No total, 163.531 doentes já não apresentam resultados positivos quando testados para o novo coronavírus.

No entanto, existem ainda 5.301 pacientes hospitalizados com sintomas, menos 202 do que nas 24 horas anteriores. Destes, 316 encontram internados nos cuidados intensivos, o que também representa uma diminuição, neste caso, de menos 22 doentes.

A região da Lombardia continua a ser o principal foco de contágio, só nas últimas 24 horas, foram registados 402 novos casos. Só na cidade de Milão há mais 52 infetados. A região italiana foi o epicentro da pandemia no país e já contabiliza 89.928 casos de infeção.

Ocorreram também mais 21 mortes, na Lombardia, o que eleva o número total de óbitos para 16.222. Pelo menos 53.853 pacientes já foram dados como recuperados, um acréscimo de 752 casos bem-sucedidos em relação à última atualização.

Itália iniciou, a 4 de maio, uma retoma gradual de algumas atividades económicas, após mais de dois meses de confinamento.

Desde a passada quarta-feira, Itália permite a livre circulação entre as suas regiões, bem como reabriu as fronteiras, sem necessidade de quarentena, para os cidadãos dos países do espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação), depois de cerca de três meses encerradas devido à pandemia da covid-19.

Desde que o novo coronavírus foi detetado na China, em dezembro do ano passado, a pandemia da doença covid-19 já provocou perto de 391 mil mortos e infetou mais de 6,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço da agência de notícias France-Presse (AFP).

Mais de 2,8 milhões de doentes em todo o mundo foram considerados curados.

Nuno Mandeiro