Marco Silva continua a acreditar que é o homem certo para o Everton. O treinador português abordou a temporada dos toffees à Sky Sports, na véspera de receber o Chelsea, e argumentou sobre os altos e baixos da equipa e o que está a faltar à formação de Liverpool para fazer melhor do que na época passada: neste momento, ocupa a exata posição em que terminou a Premier League 2018/19.

«Todos sabemos que, não só no futebol, como na vida, não conseguimos alcançar coisas importantes sem ser consistentes», começou por dizer Marco Silva.

«Não se vence sem maturidade e consistência e esta é uma das coisas de que temos falta e temos de resolver», prosseguiu.

O técnico português sublinhou que o Everton tem «um treinador novo, novos jogadores e nova pressão» para 2018/19 e recordou: «O clube contratou 12 ou 13 jogadores na época passada. Esta temporada mais sete. São 20 jogadores novos. E alguns dos que assinaram na época anterior agora não estão. Em vinte meses, houve quatro treinadores também. São muitas mudanças num só clube.»

O estilo de jogo também mudou com a troca de Sam Allardyce por Marco Silva.

«Se se joga um tipo de futebol direto, a ganhar segundas bolas, tem-se uma ideia. Não digo que seja melhor ou pior, mas é uma ideia completamente diferente. Para os nossos jogadores, tudo mudou em relação ao que faziam na época passada», argumentou

Silva disse ainda que a ideia que implementa «não é das mais fáceis» e que tudo é «diferente no processo defensivo como ofensivo» em comparação com o que fazia Allardyce.

Os toffees chegaram a estar em sexto lugar, mas uma quebra na série de bons resultados atirou-os para baixo na tabela.

«Quando aquele período de boa forma chegou, as pessoas esperavam que estivéssemos em lugar de Liga dos Campeões ou nos seis primeiros, mas nesse momento tinha muito claro que tínhamos de manter os pés assentes no chão porque havia muita coisa a melhorar e sentia que a nossa consistência não estava no nível esperado», recordou.

Marco Silva sabe que está pressionado pelos resultados, mas tem a receita para dar a volta e atingir as metas propostas: «Não peço tempo, porque isso no futebol não há. Mas se os jogadores acreditarem e o feedbak deles for bom, se o clube acreditar e todos se unirem, não tenho dúvidas que chegaremos ao patamar que queremos. O mais importante é acreditar que se consegue. A visão do projeto do Everton ainda é muito clara para nós.»

O antigo treinador de Estoril e Sporting argumentou mais: «Este é um clube que tem de lutar sempre para entrar nas competições europeias. Os adeptos ajudar-nos-ão com isso, o dono quer isso. São coisas que podemos alcançar construindo a nossa ideia juntos. Somos um grande clube, mas para alcançarmos grandes coisas precisamos de criar uma identidade.»

Os próximos jogos do Everton em casa são com Chelsea, Manchester United e Arsenal.  

«Precisamos do sabor de vencer um jogo grande em Goodison Park. Percebo que estes jogos podem galvanizar toda a gente, dará sentimento aos nossos adeptos, mas temos de ser nós a provar a nós mesmos o que podemos ser», concluiu.