Vando dos Santos Bernardo, de 35 anos, foi libertado este sábado, depois de três anos preso por um crime que não cometeu. Vando estava acusado de roubo que resultou em homicídio, mas, no dia e hora do crime, estava a trabalhar. É músico e estava a tocar num bar na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. O crime aconteceu na zona norte da cidade brasileira.

O crime aconteceu em 2017 e Vando foi detido e acusado em 2018, depois de ter sido reconhecido por uma fotografia do Facebook.

O músico não tem dúvidas que foi preso por ser negro. As primeiras palavras após ser libertado foram precisamente: “Tudo isso por causa da cor da pele?”.

O momento da libertação do músico e o reencontro com os familiares foi registado pelo jornal O Dia.

A juíza que assinou a ordem de libertação julgou insuficiente as provas apresentadas pela acusação. A magistrada considera que a investigação da Polícia Civil apresentou falhas ao identificar o músico como autor do crime.

A Polícia Civil brasileira já reagiu à libertação e, em comunicado, informou que orienta, desde outubro do ano passado, que os delegados não usem apenas o reconhecimento fotográfico como única prova em inquéritos policiais para pedir a prisão de suspeitos. Diz ainda a Polícia Civil que o reconhecimento por fotografias deve ser validado por ouras provas periciais.

Manuela Micael