A Indonésia reviu em baixa o número de mortos causado pelas cheias e deslizamentos de terras registados na sequência de um forte ciclone, indicando 86 vítimas mortais, menos 44 do que o referido anteriormente.

A diferença deve-se, segundo o porta-voz do Centro de Gestão de Desastres da Indonésia, Raditya Jati, às dificuldades de comunicação com as áreas afetadas.

O porta-voz referiu anteriormente a existência de 130 mortos, mas disse esta terça-feira que o número de pessoas desaparecidas é superior a 100.

Um forte ciclone provocou chuvas torrenciais na região, que causaram estragos em várias ilhas do arquipélago e deixou milhares de pessoas desalojadas. Mais de dez mil pessoas refugiaram-se em centros de acolhimento.

As equipas de resgate continuam a lutar para encontrar mais de 100 pessoas desaparecidas, às vezes usando retroescavadoras para remover os destroços acumulados, já que algumas aldeias localizadas em pontos mais altos do país foram parcialmente arrastadas para a costa.

"Esta área nunca mais poderá ser habitada”, considerou o responsável do distrito da ilha de Lembata Eliyaser Yentji Sunur, apontando para a aldeia de Waimatan, que foi varrida do mapa.

“Não vamos permitir que as pessoas voltem. Com ou sem acordo, terão de se mudar para outro lugar”, acrescentou.

Muitas casas, estradas e pontes foram cobertas com lama, e as árvores arrancadas, tornando difícil aos socorristas alcançar as áreas mais atingidas.

Ainda é provável que vejamos condições meteorológicas extremas nos próximos dias" por causa do ciclone, disse a porta-voz da Agência de Gestão de Catástrofes da Indonésia, Raditya Jati.

A tempestade está agora a dirigir-se para a costa ocidental da Austrália.

No fim de semana, chuvas torrenciais causaram estragos na região que abrange, entre outras, as ilhas das Flores e de Sumbawa.

Em Timor-Leste, país que faz fronteira com a Indonésia e igualmente afetado pelas graves condições meteorológicas, as cheias do fim de semana causaram pelo menos 34 mortos.

. / MJC / Atualizado às 12:00