A rainha Isabel II de Inglaterra apertou a mão a Martin McGuiness, antigo líder do IRA. Um gesto simbólico, encenado para assinalar a reconciliação e uma nova era na relação entre a coroa britânica e a Irlanda do Norte, depois do fim do conflito armado. Mais uma imagem de um cumprimento para a história.

São momentos que marcam intenções de mudança em relações historicamente difíceis. Os mais famosos são os que abriram caminho para a paz, ou pelo menos abriram caminhos para o diálogo.

Foi assim com Richard Nixon em Mao Tsé-Tung em 1972, quando o presidente norte-americano, um anti-comunista convicto, se tornou o primeiro chefe dos Estados Unidos a visitar a China e a abrir uma via diplomática até aí inexistente, piscando de caminho o olho a uma potência crucial em plena Guerra Fria.

Ao longo do último século há vários exemplos para a história. Mikhail Gorbachev e Ronald Reagan em 1985, Nelson Mandela e Frederik de Klerk em 1990, Yitzhak Rabin e Yasser em 1993.

Mas há mais apertos de mão famosos. Entre eles muitos que acabam por tornar-se comprometedores. Alguns exemplos, a começar pelo do primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain a Adolf Hitler, em 1938.

Estes apertos de mão entre personalidades são muitas vezes analisados ao pormenor: a intensidade, quem estendeu a mão, a reação, o que quis dizer aquela linguagem corporal. Como o de Barack Obama a Hugo Chavez, em 2009.

Há muitas imagens fortes à volta de apertos de mão. E de apertos de mão que não o chegaram a ser. Veja alguns desses momentos famosos na galeria de imagens.
Redação / BR