A revelação de amostras elevadas de material radioativo nos objetos pessoais de Yasser Arafat, tem levantado desconfiança entre os palestinianos e a tese de envenenamento ganhou dimensão. Agora, Suha Arafat pediu a exumação do corpo do marido. A Autoridade Nacional Palestina (ANP) concordou em exumar o corpo do líder árabe.

O presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, também reivindicou uma investigação internacional sobre o caso.

«Não há nenhuma razão política ou religiosa que nos impeça de investigar este caso, incluindo a exumação do corpo de Arafat por uma confiável autoridade médica e científica», disse Abu Rudeinah, porta-voz de Abbas.

Saeb Erekat, chefe das negociações palestinianas, também fez um apelo para uma investigação internacional. Erekat já disse à televisão «Al Jazeera» que vai ao Conselho de Segurança da ONU pedir uma comissão de inquérito à morte de Yasser Arafat.

»Foi um crime». A viúva do líder palestiniano não tem dúvidas de que o marido não morreu de causa natural.

Os médicos suíços que encontraram vestígios de polónio radioativo em roupas e objetos usados pelo líder palestiniano acreditam que a análise dos ossos pode dar um diagnóstico mais conclusivo sobre a morte do ex-presidente da Organização para Libertação da Palestina (OLP).

Após oito anos, a causa da doença repentina de Arafat ainda é um mistério. Arafat morreu em novembro de 2004 num hospital militar, na periferia de Paris, com uma hemorragia cerebral, poucas semanas depois de adoecer repentinamente na sua casa, em Ramallah, escreve a agência Globo.
Redação / CF