O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, afirmou neste domingo, em Oslo, que a Europa vai sair da atual crise «mais forte» e voltará a ser um «símbolo de esperança».

Van Rompuy falou numa conferência de imprensa conjunta com os presidentes da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz, no Instituto Nobel da Noruega, na véspera da entrega do Nobel da Paz à União Europeia (UE).

«A Europa está a atravessar um período difícil. Nas últimas seis décadas trabalhámos para ultrapassar os problemas. Vamos sair destes tempos de recessão e crise mais fortes», disse o presidente do Conselho Europeu.

«Queremos que a Europa seja outra vez um símbolo de esperança», acrescentou Van Rompuy, sublinhando que a delegação da UE está em Oslo para assinalar «a transformação de um continente em guerra, num continente de paz».

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou que o Nobel da Paz «é um prémio para o projeto europeu, para as pessoas e as instituições que, durante os últimos 60 anos, construíram uma nova Europa».

Durão Barroso respondeu às críticas sobre a atribuição do prémio afirmando que o Nobel foi atribuído no «momento certo» distinguindo os valores da liberdade e da democracia.

«Os últimos 60 anos demonstraram que a Europa consegue permanecer unida em paz. Nos próximos 60 anos, a Europa deve liderar a procura global para a paz», declarou o presidente do CE.

O Nobel da Paz será entregue, na segunda-feira, em Oslo, aos presidentes das três instituições europeias, numa cerimónia que contará com a presença de líderes de alguns Estados-membros, entre os quais o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.
Redação / PC