Uma multidão espancou até à morte um jovem de 16 anos e, de seguida, pendurou-o pelos pés num semáforo, depois de o adolescente ter alegamente matado seis pessoas, na quarta-feira, entre elas quatro manifestantes antigovernamentais. As informações são avançadas por fontes oficiais do Governo iraquiano. 

Segundo fontes oficiais, o atirador seria procurado por suspeitas de tráfico de droga e estava a ser perseguido por agentes policiais quando disparou repetidas vezes sobre a multidão, provocando a morte de dois comerciantes e quatro manifestantes, nas imediações da praça Wathba, em Bagdad. 

Os protestos, que já duram há oito semanas e juntam milhares de pessoas contra a corrupção e contra a falta de trabalho, têm visto uma série de misteriosos atos de violência por grupos cuja identidade é pouco conhecida, aumentando a tensão entre Governo e manifestantes, que duvidam da capacidade do Estado em lhes garantir proteção.

Na sexta-feira, 25 manifestantes foram mortos por atiradores transportados em carrinhas pickup, que abriram fogo sobre a praça Khilani. Na mesma semana, vários ataques à faca foram cometidos contra manifestantes na praça Tahir, o epicentro do movimento. 

Recentemente, vários raptos e assassinatos de conhecido ativistas geraram alguma paranoia entre manifestantes. Muitos dos quais apontam o dedo às milícias apoiadas pelo Irão, que acusam de querer gerar uma campanha de medo e de enfraquecer o movimento pacífico.