Três homens foram detidos nas últimas horas por presumível relação com o assassínio no passado fim-de-semana de dois soldados numa base militar do condado de Antrim, na Irlanda do Norte, um atentado que foi atribuído ao IRA Autêntico, avança a agência Lusa.

Segundo a polícia da Irlanda do Norte, os três homens, de 41, 32 e 21 anos, foram interpelados nas localidades de Lurgan e Bellaghy, sendo depois transferidos para uma esquadra de polícia para serem sujeitos a interrogatórios.

O atentado custou a vida aos soldados Mark Quinsey, 23 anos, e Patrick Azimkar, 21, deixando igualmente feridas outras quatro pessoas, incluindo dois distribuidores de pizzas.

Os soldados, que horas depois iriam partir em missão para o Afeganistão, foram atingidos a tiro por dois homens armados com espingardas semiautomáticas a partir de um automóvel estacionado nos arredores quando saíram do quartel para recolher pizzas que tinham encomendado.



Na sexta-feira à noite foi detido um terceiro homem, presumivelmente ligado o assassínio segunda-feira do agente da polícia Stephen Carroll, uma acção atribuída ao IRA Continuidade, uma cisão, tal como o IRA autêntico, do já inactivo Exército Republicano Irlandês (IRA).

Os suspeitos de actos de terrorismo podem ser interrogados durante 48 horas, embora o período de detenção possa ser estendido até cinco dias sob autorização do Procurador da Justiça, de acordo com a lei britânica.



Todos os partidos e os Governos do Reino Unido e da Irlanda condenaram estes actos terroristas, que levaram a alguma apreensão sobre o processo de pacificação da província aberto pelos Acordos de Sexta-Feira Santa de 1998.

As forças políticas, tanto os republicanos católicos como os protestantes unionistas, reiteraram o seu compromisso com o processo de paz e milhares de pessoas manifestaram-se quarta-feira nas principais cidades da Irlanda do Norte contra a violência.