Israel atacou, na sexta-feira, posições militares do movimento islâmico palestiniano Hamas em Gaza, em retaliação pelo lançamento de dois mísseis contra o seu território, a segunda troca de fogo na zona este mês.

Aviões de combate israelitas bombardearam vários postos do grupo no sul do enclave, incluindo uma instalação de fabrico de mísseis e outras infraestruturas para produzir armas, disse o exército israelita em comunicado.

De acordo com fontes de segurança citadas pela agência de notícias EFE, os ataques não causaram quaisquer feridos ou mortes.

O ataque israelita seguiu-se ao lançamento de dois mísseis na sexta-feira, a partir da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, em direção a Israel, segundo as Forças Armadas israelitas.

Nenhuma milícia palestiniana reivindicou responsabilidade pelo lançamento dos mísseis, que caíram em espaço desabitado, não tendo causado lesões ou danos materiais, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

O lançamento dos mísseis foi precedido pelo alerta com sirenes nas imediações de Sderot, em Israel, localizada perto da fronteira com a Faixa de Gaza.

O alegado ataque surge na sequência do aviso feito pelo Hamas, na quinta-feira, de que a anexação por Israel de territórios na Cisjordânia ocupada constituiria uma “declaração de guerra”.

O último ataque contra o Estado hebraico aconteceu no início de maio. Este novo lançamento de mísseis aumenta o receio de uma escalada da tensão e da violência nesta região, com a intenção de Israel de implementar o plano desenvolvido pelos Estados Unidos para resolver o conflito israelo-palestiniano.

O plano preparado pelo executivo liderado por Donald Trump prevê a anexação dos territórios controlados por Israel na Cisjordânia e no Vale do Jordão, assim como a criação de um Estado palestiniano, mas com uma área reduzida.

O plano foi contestado pelos líderes palestinianos na Cisjordânia e em Gaza, assim como pelas Nações Unidas, pela União Europeia e pela Liga Árabe.

O conflito israelo-palestiniano teve, nos últimos anos, três momentos de maior tensão (em 2008, 2012 e 2014), mas apesar da trégua dos últimos meses, os dois lados efetuam ocasionalmente lançamentos de mísseis.

O novo Governo de união israelita deve apresentar a partir de dia um de julho a sua estratégia para aplicar o plano da administração norte-americana para o Médio Oriente, que prevê a anexação por Israel de colonatos e do Vale do Jordão na Cisjordânia ocupada.

Os palestinianos rejeitaram o “plano Trump”, que prevê igualmente a criação de um Estado da Palestina, mas num território reduzido e sem Jerusalém Oriental por capital, contrariamente ao que desejavam.

Mais de 450.000 israelitas vivem em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pela lei internacional, ao lado de 2,7 milhões de palestinianos.