O comandante da jihad palestiniana Hassam Abu-Arbid foi morto no decorrer de um ataque aéreo na zona Norte da Faixa de Gaza, anunciaram esta segunda-feira as Forças de Defesa de Israel (IDF).

Abu-Arbid foi morto numa operação conjunta com os serviços de inteligência Shin Bet e, de acordo com fontes oficiais, foi responsável por vários ataques terroristas na zona Norte da Faixa de Gaza, estando também por trás do disparo de rockets e de mísseis anti-aéreos contra Israel.

No seguimento do anúncio da morte de Abu-Arbid, um conjunto de mísseis foram disparados contra a comunidade israelita perto da fronteira. 

A morte do comandante jihadista ocorre depois de a Força Aérea de Israel ter atingido o denominado "Metro do Hamas", uma rede de túneis subterrâneos utilizados para planear e executar ataques terroristas, segundo as IDF.

Os caças destruíram 15 quilómetros linha "C", num ataque que fez parte de uma "operação mais extensa para causar dano aos sistemas subterrâneos utilizados pelas organizações de terror em Gaza", explicaram as IDF, no Twitter.

"São 15 quilómetros que já não serão utilizados para o terror", anunciaram. O ataque foi realizado em 20 minutos por 54 caças que largaram alguma coisa como 110 "munições de precisão" em 35 alvos.

A alvorada em Gaza foi marcada pelo mais letal ataque aéreo israelita desde o início dos confrontos com o Hamas há cerca de uma semana. Pelo menos 42 pessoas morreram, num número que tem vindo a crescer e que se situa nas 197 vítimas - a maior parte civis, incluindo 58 crianças -, de acordo com fontes oficiais.

Bastaram cinco minutos para destruir os três edifícios localizados numa rua central de uma zona residencial. O ministério da Saúde de Gaza afirmou que entre as vítimas mortais estão 16 mulheres e 10 crianças.

Num momento em que as críticas internacionais vão elevando a escala, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, jurou que o país iria continuar a sua “campanha contra as organizações terroristas”. “Queremos que os agressores paguem o preço, como em qualquer tipo de terrorismo. Restaurar a paz, a segurança e a governabilidade irá demorar tempo”, sublinhou Netanyahu numa conferência de imprensa no domingo à noite.

No sábado, as forças armadas israelitas afirmaram ter destruído a casa do chefe do Hamas, Yahiyeh Sinwar, num ataque dirigido à cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.

Entre os alvos destruídos por Israel estão alguns dos maiores edifícios residenciais e de escritórios de Gaza, que os militares alegam que alojavam infraestruturas militares do Hamas.

Um dos edifícios destruídos acolhia as delegações da agência de notícias Associated Press e da cadeia de televisão árabe Al-Jazeera, entre outros órgãos de comunicação social.

Também o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se de urgência no domingo, mas falhou em conseguir uma declaração conjunta sobre o atual conflito entre israelitas e palestinianos.

A terceira reunião de emergência, que decorreu de forma virtual, resultou em ataques recíprocos entre palestinianos e israelitas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riyad Al-Maliki, acusou Israel de “crimes de guerra”, denunciando a “agressão” do Estado judeu contra “o povo palestiniano e os seus lugares sagrados”.

“O Hamas optou por acelerar as tensões, usadas como pretexto para iniciar esta guerra, que foi premeditada”, replicou o embaixador de Israel nos Estados Unidos e na ONU, Gilad Erdan.