A nova embaixada norte-americana em Israel, na cidade de Jerusalém, foi oficialmente aberta na tarde desta segunda-feira, dando corpo a uma decisão política dos Estados Unidos, censurada por vários países e que tem feito crescer a violência nos territórios palestinianos da Faixa de Gaza.

Hoje, abrimos a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, Israel", afirmou o diplomata David Friedman na cerimónia, estando presentes dirigenets políticos israelitas e uma delegação norte-americana, onde se inclui a filha do presidente Donald Trump, Ivanka e o seu amrido, Jared Kushner, de origem judaica.

Numa mensagem vídeo gravada, o presidente Donald Trump assegurou que, com a transferência da embaixada de Tel-avive para Jerusalém - reconhecendo implicitamente a cidade como capital de Israel - os "Estados Unidos permanecem totalmente comprometidos em facilitar um acordo de paz duradouro" para o Médio Oriente.

A nossa maior esperança é a paz", disse Trump, na mensagem enviada, acrescentando que "os Estados Unidos vão ser sempre ser um grande amigo de Israel e um parceiro na causa da liberdade e da paz".

Já através da sua habitual conta de Twitter, Trump preferiu, num primeiro momento, recomendar aos norte-americanos que sigam a cerimónia da abertura da embaixada num canala de televisão privado, a Fox News, conhecido pela sua política editorial conservadora, acrescentando tratar-se de "um grande dia para Israel".

Estados Unidos "de confiança"

Na ocasião, em Jerusalém, o genro e conselheiro do presidente norte-americano, Jared Kushner, afirmou que "quando o presidente Trump faz uma promessa, ele mantém-na".

Hoje, também se demonstra a liderança americana. Ao mudar a nossa embaixada para Jerusalém, mostramos ao mundo mais uma vez que os Estados Unidos são de confiança", afirmou Kushner.

O genro e conselheiro de Trump acrescentou ainda que "estamos com os nossos amigos e nossos aliados e, acima de tudo, mostramos que os Estados Unidos da América farão o que é certo".

Presente na cerimónia, o primeiro-ministro isarelita Benjamin Nethanyau elogiou o momento, afirmando que "Israel está aqui em Jerusalém para ficar".

Que dia glorioso! Isto é História. Este dia ficará gravado na nossa memória nacional para as futuras gerações", afirmou Nethanyau.

 

"Luto pelos mártires"

A abertura da nova embaixada norte-americana foi já condenada por países como o Egito, Líbano e Turquia.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) apelou já a uma greve geral em toda a Cisjordânia e Faixa de Gaza para terça-feira em resposta às mortes de dezenas de palestinianos em confrontos com o exército isarelita.

"Luto pelos mártires" é o nome que a OLP dá ao nome à greve geral convocada, segundo as palavras de Wasel Abu Yousef, do comité executivo do partido palestiniano.