Se Israel não retomar o fornecimento de combustível a Gaza rapidamente pode registar-se uma crise na saúde pública no território palestiniano, alerta a organização internacional de luta contra a pobreza Oxfam no seu último relatório sobre a situação, informa a Lusa.

«O fornecimento de combustível a Gaza terá de ser retomado imediatamente se quisermos evitar uma crise na saúde pública», defendeu o director-executivo da Oxfam International, Jeremy Hobbs, a propósito do relatório divulgado terça-feira.

A Oxfam indica no relatório que os riscos para a saúde pública em Gaza têm aumentado devido à redução por Israel do fornecimento de combustível, explicando que, de acordo com o seu parceiro no território, os serviços municipais de água e saneamento (CMWU), «15 por cento da população de Gaza (225 mil pessoas) não está a receber a quantidade adequada de água potável devido à falta de gasóleo».

«O acesso a água limpa é um direito humano fundamental e não deve ser usado como um instrumento para uma punição colectiva da população de Gaza», salientou Jeremy Hobbs.

A organização declara-se igualmente preocupada com as últimas informações do gabinete do procurador-geral israelita, que autorizou o plano do Ministério da Defesa de reduzir a quantidade de electricidade fornecida à Faixa de Gaza.

No dia 27 de Outubro, o Ministério da Defesa israelita anunciou a redução no fornecimento de combustíveis à Faixa de Gaza a partir do dia seguinte.

«A partir de domingo (dia 28 de Outubro) serão reduzidas as entregas de combustíveis e nos próximos dias efectuaremos cortes de electricidade», disse o porta-voz do ministro da Defesa de Israel, Ronen Moshe.

De acordo com o Ministério da Defesa israelita, os cortes periódicos de electricidade e a redução do fornecimento de combustível à Faixa de Gaza é uma resposta ao disparo de mísseis a partir do território contra Israel.
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