Alexandra Moura, estudante portuguesa em Telavive, contou, este domigno, à TVI24, que "há cinco dias que ninguém dorme" na cidade e que "mesmo ao pé das escolas vê-se os mísseis a explodir ou a ser interceptados".

Pessoalmente, eu vivo numa escola com palestinianos e israelitas. Portanto, é claro que o clima tem estado muito tenso e os dois lados estão a sofrer bastante. Mas, pessoalmente, sinto que o facto de estarmos todos juntos a falar da paz e da resolução de conflitos e estarmos a ouvir as sirenes todos juntos e a passarmos por tudo isto juntos tem sido um ponto positivo”, explicou a jovem.

A estudante internacional deu ainda conta de que nem com o sistema de proteção antimíssil, conhecido como ‘Iron Dome’, as pessoas em Israel se sentem a salvo.

Desde há cinco dias que quase ninguém dorme, porque ouve-se tudo ao lado. É guerra e dá para ver. Mesmo ao pé da escola vê-se os mísseis a explodir ou a ser intercetados pelo Iron Dome”, frisou.

Apesar de tudo, Alexandra sublinha a existência de um desequilíbrio grande de poder, e diz-se grata por poder contar com todos os sistemas de proteção oferecidos pelas forças israelitas, ao contrário das pessoas que habitam no lado palestiniano.

Nesta guerra tem havido um grande desequilibro de poder. Em Gaza não há Iron Dome, não há abrigos, não há nada. Aqui estamos gratos por termos esta proteção”, destacou.

A jovem confessou ainda que, em Israel, onde se encontra, as pessoas estão com medo e a sua vida, relata, não é feita de forma normal. “Estamos fechados. A maioria somos quase todos estudantes internacionais, na escola onde ano, e estamos todos fechados aqui”, afirmou.

Questionada sobre se já sentiu a o impacto dos rockets em Tel-A-Viv, a jovem respondeu sem hesitar: “A cada meia hora”.