Várias localidades italianas deparam-se com problemas demográficos complicados de ultrapassar. Além da demografia, as questões burocráticas não atraem estrangeiros e muito menos o acolhimento dado por itália aos imigrantes, sobretudo os que são provenientes do Norte de África e do Médio Oriente.  

Por isso, várias são as autarquias italianas que têm vindo a fazer ofertas quase irrecusáveis a estrangeiros que se queiram mudar de armas e bagagens.

Exemplo disso são as cidades sicilianas de Salemi e de Sambuca, onde os autarcas avançaram com ofertas de casa a um dólar, para atrair estrageiros e combater a desertificação.

A última proposta, e talvez a mais tentadora de todas, vem de uma pequena localidade nos Alpes italianos, onde o número de mortes por ano é quatro vezes superior ao número de nascimentos. Todos os anos, morrem em média 40 pessoas e não nascem mais de 10.

Locana situa-se na região de Piemonte, junto às fronteiras com a França e a Suiça. Por isso, Giovanni Bruno Mattiet, o presidente da junta de freguesia de Locana decidiu pagar 9 mil euros por ano, durante três anos, a quem se queira mudar de armas e bagagens para lá. Se tiver filhos, recebem ainda um extra anual de 6 mil euros.

A nossa população decaiu de 7 mil residentes, no início dos anos de 1990, para menos de 1500. As pessoas saem à procura de trabalho nas fábricas de Turim. Todos os anos, a nossa escola corre o risco de fechar por falta de alunos. Não posso permitir que isso aconteça”, disse, em declarações à CNN.

A localidade é pequena, mas financeiramente rentável. Produz energia hidroelétrica, que é distribuída pelo país inteiro. Além disso, fica situada a 132 quilómetros de Gran Paradiso, uma reserva montanhosa, que permite um estilo e vida saudável e próximo da natureza.