Salvatore Scumace nunca compareceu no seu local de trabalho desde que, em 2005, foi designado para um cargo no Centro de Operações de Emergência de Incêndio no Hospital Pugliese Ciaccio, na cidade de Catanzaro, em Itália. No entanto, apesar de não trabalhar, terá recebido do hospital um total de 538 mil euros ao longo destes anos.

De acordo com a imprensa local, agora, o homem de 67 anos está a ser investigado por fraude, extorsão e abuso de poder. E seis gerentes do hospital também estão a ser investigados por serem cúmplices neste caso de absentismo e ainda por suspeita de fraude ao serviço de saúde italiano. 

A polícia também acusou este funcionário de ameaçar a diretora do centro de operações para impedi-la de preencher um relatório disciplinar contra ele. Entretanto, essa diretora reformou-se e a ausência do Scumace nunca foi notada pelo seu sucessor nem pelos recursos humanos do hospital.

A investigação da Unidade de Polícia Económico-Financeira de Catanzaro teve início em 2020 com o nome "Part Time". Mas, na verdade, nem sequer de um trabalho a meio tempo se tratava. A polícia verificou todos os registos de presenças e de pagamentos do hospital e recolheu os testemunhos de vários funcionários que confirmam que o homem não trabalhou um único dia nos últimos 15 anos.

Entretanto, em outubro passado, a administração do hospital despediu Salvatore Scumace, mas não impediu o processo por fraude e abuso de poder.

Maria João Caetano