Ferrera Erbognone é uma pequena cidade da Lombardia, a região italiana mais afetada pela pandemia de Covid-19, e tem uma grande concentração de idosos. Seria de esperar que estas duas características ditassem um cenário complicado, mas, pelo contrário, o que se verifica é que a localidade ainda não registou qualquer caso de infeção pelo novo coronavírus. Uma situação que está a intrigar os especialistas.

O município, com cerca de 1.000 habitantes, na província de Pavia, e uma média de idades superior a 60 anos, é um dos poucos da região que ainda resiste à doença causada pelo coronavírus. E agora vai ser objeto de um estudo científico, realizado pelo Instituto Neurológico Casimiro Mondino, que quer desvendar este mistério.

A autarquia de Ferrera Erbognone, liderada por Giovanni Fassina, já aprovou uma resolução que vai permitir a recolha de amostras de sangue dos habitantes até ao dia 2 de abril.

As análises serão feitas de forma livre e voluntária, como indicam as notas que foram distribuídas às famílias.

A investigação quer perceber se estes habitantes têm anticporpos que permitem combater o coronavírus. Em cima da mesa está a hipótese de esta pequena população apresentar algo no seu sistema imunitário que possa explicar o facto de ninguém ter sido afetado.

Conclusões que os cientistas esperam que possam oferecer pistas na descoberta de um tratamento que trave a pandemia.

Apesar de não ter infetados, em Ferrera Erbognone não se esquecem as medidas preventivas e os cuidados a ter em conta para evitar a doença. 

Itália é o país mais afetado pela Covid-19. O número de mortos no país chegou este domingo aos 10.779.

O número total de pessoas que se encontram infetadas é de 73.880, sendo que já recuperaram da doença 13.030 pessoas.

/ SS