Uma equipa de arqueólogos descobriu os restos mortais, excecionalmente bem preservados, de dois homens que morreram na sequência de uma erupção vulcânica que destruiu a antiga cidade romana de Pompeia, anunciou o ministério da Cultura italiano.

De acordo com o governo do país, nota a CNN, um dos homens era, provavelmente, de uma classe social elevada, com idade entre os 30 e os 40 anos, que ainda tinha traços de uma capa de lã sob o pescoço. O outro, provavelmente com idade entre os 18 e os 23 anos, estava vestido com uma túnica, o que poderá indicar que se tratava de um escravo.

Os corpos, com quase dois mil anos, foram encontrados em Civita Giuliana, dentro de uma grande propriedade onde estão a decorrer escavações.

Estas duas vítimas estavam, talvez, à procura de um refúgio quando foram varridos por uma onda piroclástica, quando a coluna de erupção chegou a Pompeia, destruindo completamente a parte mais alta da cidade e matando todos os que se encontravam no caminho", disse o diretor do parque arqueológico de Pompeia, Massimo Osanna.

Pompeia, que ficava a poucos quilómetros de Nápoles, era o lar de 13 mil pessoas quando foi enterrada por cinzas, pedras e poeira ao enfrentar a força da erupção do Vesúvio que congelou a cidade no tempo.

As ruínas só foram descobertas no século XVI e as escavações organizadas começaram por volta de 1750. 

Lara Ferin