Sarri está de volta à Serie A para orientar a Juve. O técnico de 60 anos explicou a decisão de regressar a Itália, elogiou Paulo Fonseca e Giampaolo e admitiu que o legado de Allegri «é pesado».

«Existiram fatores profissionais e pessoais que me fizeram pensar em voltar. A partir daí a ideia ficou na minha cabeça. A Juventus foi o clube que se mostrou mais determinado em contratar-me. Isso marcou-me e fez-me aceitar o desafio. No fundo, a determinação do clube apressou a minha decisão», esclareceu o treinador, em entrevista ao site do campeão transalpino.

O treinador da «Vecchia Signora» foi convidado a antecipar o campeonato italiano 19/20 e deixou elogios a Paulo Fonseca, técnico português que recentemente assumiu o comando da Roma.

«Como treinador vai ser muito interessante. O Antonio Conte voltou para treinar um clube importante, o Giampaolo finalmente tem uma hipótese num emblema grande - já merecia há muito tempo -, o  Ancelotti está no Nápoles e há a chegada do Fonseca à Roma, que temos de ver com atenção pois é um rapaz de muito valor. O Sassuolo conta com o De Zerbi, um jovem treinador em ascensão. (...) Ainda assim, penso que temos uma ligeira vantagem», comentou.

Sarri sucede a Allegri, técnico da Juve nas últimas cinco temporadas. O ex-Chelsea não esqueceu o trabalho realizado pelo colega, admitindo que este deixou «um legado pesado», e prometeu uma equipa que vai divertir e divertir-se.

«O legado é pesado. Este clube ganhou muito nos anos anteriores e vai ser difícil repetir esses êxitos nas cinco épocas seguintes. Vamos tentar esquecer todas essas responsabilidades, divertirmo-nos e divertir os adeptos para prolongar esta série vitoriosa. O facto de a Juventus ganhar tanto em Itália dá a impressão que pode fazer o mesmo na Europa, mas a Serie A é uma competição diferente. A Juventus é uma das dez melhores equipas da Europa. No entanto, dentro desse top existem cinco clubes ingleses e isso explica as diferenças que há», atirou.

A entrevista completa de Sarri: