Os protestos contra a Igreja Universal do Reino de Deus em São Tomé e Príncipe elevam o caso para uma crise diplomática.

A crise teve início a 11 de setembro, quando um pastor são-tomense, Iudumilo da Costa Veloso, foi preso e condenado a um ano de prisão na Costa do Marfim, após acusações de ser o autor de mensagens que denunciam supostos abusos da igreja contra funcionários africanos.

Nestes textos, Iudumilo da Costa Veloso acusava a IURD de privilegiar pastores brasileiros e discriminar clérigos africanos. Segundo os posts publicados num perfil de Facebook falso, o autor acusou também bispos e pastores brasileiros de se apropriarem de dízimos recebidos pela igreja, além de “humilhar, insultar, esmagar e escravizar os (pastores) africanos”.

A detenção gerou revolta entre muitos são-tomenses. A 16 de outubro, centenas de manifestantes vandalizaram e roubaram seis dos 20 templos da IURD em São Tomé. Destes protestos resultou a morte de um adolescente de 13 anos, baleado após intervenção da Polícia Militar.

Na sequência da revolta, o Parlamento de São Tomé e Príncipe passou a discutir a expulsão da IURD do país. Também o bispo da Universal e deputado brasileiro Márcio Marinho viajou para São Tomé, para se reunir com as autoridades locais.

Segundo a BBC, após visitar a Assembleia Nacional, Marinho disse que a igreja “tinha todo o interesse em resolver o mais rápido possível a questão”. O deputado afirmou também que uma comissão formada por políticos são-tomenses e dirigentes da Universal viajaria à Costa do Marfim para visitar o pastor e lhe dar apoio.