O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, manifestou a sua solidariedade ao povo da Venezuela, considerando o seu homólogo venezuelano um ditador, que escraviza a sua própria população.

O Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT [Partido dos Trabalhadores], PSOL [Partido Socialismo e Liberdade] e alinhados ideológicos. Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia", escreveu o Presidente brasileiro na rede Twitter.
 

Eduardo Bolsonaro, filho do chefe de Estado brasileiro, que atualmente preside à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar) do país também usou as redes sociais para dizer que torce para que Nicolás Maduro saia do cargo.

Na torcida para que @NicolasMaduro saia do poder seja lá como for. O pior que pode ocorrer é a sua manutenção no poder com apoio do tráfico de drogas, Hezbollah, Pranes, soldados da ditadura cubana e toda sorte de criminosos. Deus proteja os venezuelanos", escreveu Eduardo Bolsonaro na sua conta no Twitter.

Eduardo Bolsonaro está na cidade brasileira de Pacaraima numa vista oficial as instalações da Operação Acolhida - criada pelo Exército brasileiro com o apoio da Organização das Nações Unidas para atender os imigrantes venezuelanos.

O Governo brasileiro já manifestou publicamente a sua oposição ao regime de Maduro, tendo ainda apoiado oficialmente o autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, numa publicação na rede social twitter, escreveu que está a acompanhar de perto a situação na Venezuela e que os "Estados Unidos estão do lado dos venezuelanos e da sua liberdade".

Na mesmo ótica, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, também manifestou o apoio à luta do povo venezuelano. "Estamos con ustedes!" (Estamos com vocês), escreveu. 

Guaidó anunciou hoje que os militares deram "finalmente e de vez o passo" para o acompanhar e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

Rússia acusa oposição de provocar confronto

A Rússia acusou hoje a oposição venezuelana liderada por Juan Guaidó e apoiada pelos Estados Unidos de provocar o confronto na Venezuela e apelou para a realização de conversações para evitar um banho de sangue.

A oposição radical da Venezuela recorreu mais uma vez ao confronto pela força", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado, acusando os opositores ao Presidente Nicolás Maduro de "instigarem" o conflito e apelando para negociações que impeçam o derramamento de sangue.

É importante evitar distúrbios e derramamento de sangue", defendeu o MNE russo, sublinhando que os problemas da Venezuela "devem ser resolvidos através de um processo negocial responsável sem condições prévias".

Na nota, o ministério insta ainda a oposição venezuelana a evitar "ingerências destrutivas do exterior".

A Rússia é uma importante aliada do regime do Presidente Nicolás Maduro e um dos maiores fornecedores de armamento do Governo venezuelano.