O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, vai tirar licença de três dias a partir do próximo domingo para ser submetido a uma cirurgia, sendo substituído nesse período pelo seu vice-presidente, Hamilton Mourão, segundo a agência Brasil.

De acordo com o Palácio do Planalto, sede da Presidência brasileira, Bolsonaro deve retomar a liderança do Governo na quarta-feira (11), trabalhando a partir do hospital.

O chefe de Estado brasileiro vai ser submetido a uma nova cirurgia no próximo domingo para corrigir uma saliência que surgiu no local onde já fez três cirurgias, após ter sofrido um atentado na campanha eleitoral, no ano passado, no estado de Minas Gerais.

Os médicos estimam que Bolsonaro fique cerca de 10 dias em repouso após esta nova operação cirúrgica.

"Há uma previsão de que o presidente fique em repouso por cerca de 10 dias na cidade de São Paulo. Não obstante, isso pode variar, para menos ou para mais, dependendo da evolução clínica do chefe de Estado", informou na terça-feira o porta-voz da Presidência da República brasileira, Otávio Rêgo Barros.

O procedimento cirúrgico será realizado na manhã de domingo, num hospital de São Paulo.

Segundo o porta-voz da Presidência, a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, e dois dos filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo e Carlos Bolsonaro, vão acompanhar o mandatário durante o período de internamento.

O +residente do país sul-americano cancelou a viagem que faria na próxima sexta-feira à Colômbia para debater a situação da Amazónia, porque já estará em preparação para a cirurgia.

"Por questões de orientação médica, o Presidente precisará, a partir da sexta-feira, de entrar em dieta líquida. A consequência disso é, praticamente, inviabilizar uma viagem a Letícia (Colômbia) neste momento", disse Otávio do Rêgo Barros na segunda-feira.

Apesar das limitações que se esperam da cirurgia, Jair Bolsonaro disse na segunda-feira que participará na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde pretende falar sobre a Amazónia, após a sua presença ter sido colocada em causa devido a problemas de saúde.

"Vou comparecer na ONU nem que seja de cadeira de rodas, de maca, vou comparecer, porque eu quero falar sobre a Amazónia", declarou Bolsonaro, à saída do Palácio da Alvorada, em Brasília.

A Assembleia-Geral da ONU começa no dia 20, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.