O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, usou nomes falsos nos exames que fez para testar o novo coronavírus.

Os relatórios que foram apresentados na quarta-feira pelo governo ao Supremo Tribunal Federal estavam em nome de “Airton Guedes”, Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz” e ainda “paciente 05”.

De acordo com documentos enviados ao tribunal, foram usados nomes de terceiros para preservar a imagem, a privacidade do presidente do Brasil e por questões de segurança.

E Bolsonaro já o tinha referido à imprensa: "Eu sempre disse ao médico: ‘coloque aí um nome de fantasia porque alguém pode fazer alguma coisa esquisita’. Em todos os exames que eu faço há um código".

Os exames a Bolsonaro só foram divulgados depois de o jornal O Estado de S. Paulo ter pedido acesso aos mesmos e para isso teve de recorreu à justiça.

O presidente do Brasil já tinha anunciado os resultados negativos dos testes nas redes sociais, mas recusava-se a mostrar os relatórios em si.

O jornal chegou a receber decisões favoráveis, com a determinação de que fossem entregues em 48 horas, mas o governo conseguiu reverter esta ordem.

Perante a situação, o jornal decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal, a última instância da justiça brasileira e os documentos acabaram por ser divulgados.

O Brasil é um dos países mais afetados do mundo pelo novo coronavírus, com quase 178 mil casos confirmados e mais de 12 mil mortos.

Lara Ferin