O Partido Social Liberal (PSL), do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, comparou esta quarta-feira o esfaqueamento do mandatário no ano passado, durante a campanha eleitoral, com o atentado de 11 de Setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Há 18 anos um atentado nos Estados Unidos chocava o mundo inteiro: o ataque às Torres Gémeas. Há um ano, o Brasil sofria um ataque à democracia: Jair Bolsonaro foi esfaqueado num ato público. Dois episódios que impactaram a sociedade e deixaram marcas na história", publicou o partido na rede social Instagram.

A mensagem divulgada pelo PSL é acompanhada por uma fotomontagem em que é visível um avião a embater nas Torres Gémeas, juntamente com a imagem de Jair Bolsonaro a sofrer a facada.

Um dos filhos do chefe de estado do Brasil, o senador Flávio Bolsonaro, partilhou a publicação do partido na mesma rede social, acrescentando que está solidário com "todos os familiares de vítimas de terroristas".

Enquanto alguns apoiantes do Governo de Bolsonaro usaram a imagem difundida para exigir justiça sobre o ataque ao atual presidente, outros criticaram a comparação.

Jair Bolsonaro encontra-se em período de licença do cargo de chefe de estado, após ter sido submetido a uma cirurgia no último domingo.

A nova cirurgia visou corrigir uma saliência que surgiu no local onde já fez três operações, após ter sofrido um atentado na campanha eleitoral, no ano passado, no estado de Minas Gerais.

Os médicos estimam que Jair Bolsonaro fique cerca de 10 dias em repouso após esta nova operação cirúrgica.

Os atentados de 11 de setembro de 2001 mataram quase 3.000 pessoas. Nesse dia, dois aviões atingiram o World Trade Centre, um o Pentágono e outro caiu na zona rural da Pensilvânia.

Recentemente, um outro episódio causou polémica em torno de Jair Bolsonaro, quando o filho Eduardo Bolsonaro, que deverá ser o próximo embaixador do Brasil nos Estados Unidos, visitou o pai no hospital com uma arma.