Os Estados Unidos proibiram a entrada de 16 cidadãos sauditas devido ao "seu papel no assassinato" do jornalista Jamal Khashoggi, informou o Departamento de Estado dos EUA na segunda-feira.

A proibição de entrada em solo norte-americano também se aplica a "familiares próximos" dos 16 visados. Entre estes, encontra-se Saud al-Qahtani, ex-assessor do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman.

As medidas punitivas anunciadas na segunda-feira não são, no entanto, as primeiras por parte dos Estados Unidos em reação ao assassinato de Khashoggi. Em novembro, Washington anunciou sanções financeiras direcionadas contra 17 autoridades sauditas suspeitas de envolvimento no caso.

O assassínio do jornalista colaborador da publicação norte-americana Washington Post, Jamal Khashoggi, em 2 de outubro, cujo corpo ainda não foi encontrado, provocou indignação no mundo inteiro e danificou a imagem da Arábia Saudita e, em particular, do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, suspeito de ter orquestrado esta morte.

Mas Riade já culpou os funcionários envolvidos como tendo agido de forma “descontrolada”, sem intervenção do Reino.

O julgamento de 11 suspeitos pelo assassínio começou no início de janeiro, na Arábia Saudita, e o procurador-geral solicitou a pena de morte de cinco deles.