As sentenças dos acusados pelo assassínio do jornalista Jamal Khashoggi foram reduzidas para entre sete e 20 anos de prisão, depois de terem sido condenados à morte em primeira instância, anunciaram esta segunda-feira as autoridades da Arábia Saudita.

Um tribunal saudita condenou esta segunda-feira cinco dos acusados a 20 anos de cadeia e três outros a penas que vão de sete a 10 anos de prisão, diminuindo a pena a todos, segundo as autoridades, que não revelaram a identidade dos réus.

O julgamento foi muito criticado por grupos de defesa dos direitos humanos e por um investigador independente nomeado pela ONU que denunciaram o facto de nenhum oficial sénior saudita ter sido acusado de ordenar o assassínio.

O jornalista norte-americano de origem saudita Jamal Khashoggi foi assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, em outubro de 2018, depois de ter escrito duras críticas sobre o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, em colunas para o jornal norte-americano Washington Post.

Khashoggi vivia no exílio nos Estados Unidos há um ano, denunciando as ações de repressão do príncipe herdeiro saudita contra ativistas de direitos humanos, escritores e intelectuais opositores do regime.

Entre os alegados envolvidos no crime estão um médico forense, oficiais de inteligência e de segurança e membros do gabinete de Mohammed bin Salman, embora este tenha negado sempre qualquer conhecimento da operação que assassinou o jornalista.

Em dezembro de 2019, um tribunal de primeira instância tinha sentenciado à morte os oito acusados, mas a procuradoria-geral da Arábia Saudita disse es que um tribunal de recurso tinha diminuído as suas penas.

/ SS