O jornalista Jamal Khashoggi foi estrangulado no momento em que entrou no Consulado da Arábia Saudita na Turquia, antes de ser desmembrado, concluiu o procurador turco Irfan Fidan.

De acordo com comunicado do gabinete de Fidan, a morte, no dia 2 de outubro, foi premeditada, escreve a Reuters.

O responsável pela investigação diz ainda que não surgiram resultados concretos das conversações com o procurador saudita Saud al-Mojeb esta semana em Istambul, Turquia.

Apesar dos nossos esforços bem-intencionados de revelar a verdade, não houve resultados concretos dos nossos encontros”, afirmou Fidan acerca das reuniões de segunda e terça-feira com Mojeb.

Saud al-Mojeb terminou hoje uma visita de três dias a Istambul durante a qual visitou o consulado do seu país e se reuniu com Irfan Fidan e outros responsáveis turcos.

Esta é a primeira confirmação pública feita por um responsável turco de que Khashoggi foi estrangulado e desmembrado depois de ter entrado no consulado saudita a 2 de outubro para obter documentos de que precisava para casar com a sua noiva, uma cidadã turca.

O procurador confirmou que os restos mortais do jornalista estão em parte incerta.

No início desta semana, a noiva de Jamal Khashoggi pediu à Arábia Saudita os restos mortais do jornalista para poder fazer um enterro decente. Um pedido feito durante um discurso em Londres no memorial dedicado ao jornalista saudita.

Jamal Khashoggi, jornalista saudita crítico do regime, foi morto no consulado saudita em Istambul.

A Arábia Saudita começou por assegurar que o jornalista tinha saído do consulado vivo, mas depois mudou de versão e admitiu que foi morto na representação diplomática numa luta que correu mal.

Segundo a investigação turca, Khashoggi foi morto por um esquadrão de agentes sauditas que viajaram para Istambul com esse fim.

A Turquia quer que os 18 suspeitos do assassínio detidos na Arábia Saudita sejam extraditados para os julgar. Tem também pressionado Riade para divulgar informação sobre o local onde se encontra o corpo do jornalista crítico do regime saudita e sobre quem ordenou a sua morte.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu ainda a Riade para revelar a identidade de um alegado colaborador local, que terá estado envolvido na eliminação do corpo de Khashoggi.