O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, confirmou este sábado a existência de gravações do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi a 2 de outubro no consulado saudita em Istambul, alegando ter partilhado os ficheiros com Riade, Washington e Paris.

Nós demos as gravações à Arábia Saudita, a Washington, aos alemães, aos franceses, e aos ingleses", disse o chefe de Estado numa conferência de imprensa.

A presidência esclareceu em seguida que as gravações foram ouvidas, mas que não foram partilhados documentos escritos.

O Ministério Público turco declarou recentemente que Jamal Khashoggi, de 59 anos, foi estrangulado e posteriormente desmembrado no consulado saudita em Istambul, no dia 2 de outubro, onde tinha entrado para obter um documento para se casar com uma cidadã turca.

O jornalista era esperado no consulado por um comando de 15 agentes sauditas que viajaram para a cidade turca algumas horas antes e regressaram à Arábia Saudita naquela mesma noite.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, assegurou recentemente numa coluna publicada no jornal americano The Washington Post que está certo de que a ordem para matar o jornalista dissidente surgiu "do mais alto nível" do poder da Arábia Saudita.

O jornalista saudita, que colaborava com o jornal The Washington Post, estava exilado nos Estados Unidos desde 2017 e era um reconhecido crítico do poder em Riade.

A Arábia Saudita admitiu que Jamal Khashoggi foi morto nas instalações do consulado saudita em Istambul, depois de, durante vários dias, as autoridades de Riade terem afirmado que saíra vivo do consulado.