Foi no dia 15 de outubro de 2018 que a polícia recebeu uma chamada do telemóvel de Denisse Closs, 46 anos. Ninguém falou, e ainda hoje não se sabe a autoria da chamada. Mas um ruído estranho na ligação alertou de imediato as autoridades. Quando chegaram a sua casa, em Barron, no noroeste de Wisconsin, estava ela e o marido, James, 56 anos, mortos. A filha, Jayme, 13 anos, desapareceu.

Na mesma noite, um homem foi preso por suspeito de rapto da menina de 13 anos, mas ainda não existe ligação direta entre o indivíduo e o assassinato do casal Closs. 

O facto é que não foram encontradas armas nem suspeitos, sendo que no próprio dia foi feito um alerta no Twitter por parte das autoridades locais para localizar a menor.

Jayme Closs acabou por ser encontrada, mas apenas 87 dias depois, ontem, quinta-feira. De acordo com a KARE-TV, foi localizada a cerca de dez quilómetros a leste de Gordon e a 110 quilómetros a norte do local onde tinha sido vista pela última vez. 

Apesar de nada ter sido declarado oficialmente, alguns detalhes já foram divulgados.

Quem encontrou Jayme?

Uma senhora passeava um cão na última noite, quando foi surpreendida por um pedido de auxílio de uma criança. Rapidamente percebeu de quem se tratava. As duas correram até à casa mais próxima, que pertencia a Kristin Kasinskas, uma professora. Nervosa e certa de quem era a menina, a senhora bateu à porta e implorou por ajuda.

Esta é a Jamye Closs! Ligue para o 112!", alertou a senhora que encontrou a criança.

A menina estava com o cabelo despenteado, o corpo muito magro e ainda com uns sapatos calçados muito maiores do que seria suposto. 

De acordo com a Associated Press, Jayme permaneceu na casa da professora cerca de 20 minutos, sem ter dito uma palavra. Foi-lhe oferecida tanto água como comida, mas a menina recusou. Mais tarde, foi levada para o hospital.

Eu sinceramente ainda acho que estou a sonhar. Era como se estivesse a ver um fantasma", disse o marido de Kristin. 

Quase três meses depois

A família da desaparecida partilhou nas redes sociais o alívio sentido após tomar conhecimento de que a menina tinha sido encontrada viva. Sue Allard, tia de Jayme chegou a falar com a CNN WCCO: "Oh meu Deus (...) eu simplesmente não posso acreditar nisso". 

Apesar de terem sido criados vários grupos de busca e de as autoridades terem recebido cerca de 400 contactos com informações, só quase três meses depois da tragédia é que a pré-adolescente reapareceu, com vida. O xerife Chris Fitzgerald confessou nunca ter desistido de encontrar a criança.

Prometemos levar Jayme para casa e, hoje à noite [sexta-feira], cumpriremos essa promessa. Do fundo do meu coração OBRIGADO! Este caso tem sido muito difícil para a família, então, por favor, respeitem sua privacidade (...)", declarou Fitzgerald em comunicado.

O FBI chegou, inclusive, a oferecer uma recompensa em dinheiro em troca de informações sobre o paradeiro de Jayme Closs.