A princesa Mako, do Japão, casou esta terça-feira com o seu namorado, Kei Komuro, numa cerimónia fechada, que confirma a sua saída da família real japonesa.

O casal apresentou o seu registo de casamento por volta das 10 horas (02:00 em Portugal), desta terça-feira, de acordo com a Casa Imperial Japonesa. 

Segundo a lei japonesa, as mulheres da família real estão obrigadas a abdicar do seu estatuto de realeza quando casam com alguém fora dos círculos reais. Esta regra não se aplica aos homens da família real. 

A tradição japonesa dita que a família real oferece o casamento e uma compensação financeira de um milhão de dólares (aproximadamente 826 mil euros) às mulheres que abandonem a família real. Porém, a princesa Mako, de 30 anos, foi a primeira mulher a rejeitar ambas as ofertas, de forma a apaziguar as críticas do público japonês, que, geralmente, desaprova as uniões entre a família real e plebeus.

A imprensa japonesa tem sido muito crítica da união e lançou várias polémicas em torno de alegados problemas financeiros da mãe de Komuro. Esta terça-feira, um parque japonês chegou mesmo a ser palco de um protesto contra o casamento.

As alegações contra a mãe de Komuro levaram mesmo ao adiamento do matrimónio. Inicialmente, o casal planeava casar-se em 2018, mas o casamento acabou por ser adiado devido a “falta de preparação”. 

Agora, devem mudar-se para Nova Iorque, onde o marido de Mako trabalha num escritório de advogados. 

A sobrinha do imperador Naruhito, não é a primeira mulher a abandonar a família real japonesa. Em 2005, a princesa Sayako, tia de Mako e única filha do então imperador Akihito, casou-se com o plebeu Yoshiki Kuroda, abandonando definitivamente a família real.

Redação / JGR