A direita conservadora na Polónia, encabeçada pelo líder do Partido da Lei e Justiça (PiS), Jaroslaw Kaczynski, assinou este sábado um acordo político para renovar a sua coligação, numa altura de fortes tensões por remodelações no governo polaco.

Temos agora três anos até às próximas eleições parlamentares”, declarou o conservador Jaroslaw Kaczynski ao assinar o acordo que renova a coligação liderada pelo PiS com dois outros partidos de direita.

Esta coligação enfrentava sérias tensões numa altura de remodelação do executivo, não sendo porém ainda conhecido se Jaroslaw Kaczynski irá integrar aquele governo, como previsto pelo PiS.

A causar discórdias está também um controverso projeto de lei sobre os direitos dos animais, defendido por Jaroslaw Kaczynski.

Essa legislação, que ainda tem de ter aval do Senado, foi já aprovada na câmara baixa do parlamento polaco, graças aos votos favoráveis da oposição liberal, e prevê o fim da criação de animais para a indústria das peles e da exportação de carne halal e kosher.

Caso esta coligação não fosse renovada, a alternativa seria um governo minoritário ou eleições antecipadas.

Só o PiS tem apenas 197 dos 460 lugares no parlamento polaco, enquanto os outros dois membros da coligação têm, juntamente, 37.

O primeiro-ministro polaco (também do PiS), Mateusz Morawiecki, saudou a renovação do acordo de coligação.

Temos um governo estável, temos uma maioria parlamentar estável, temos um programa e estamos a passar à fase seguinte do nosso programa, para melhor servir os cidadãos polacos e a Polónia”, disse o chefe de governo.

As próximas eleições parlamentares na Polónia estão agendadas para 2023.

O governo liderado pelo PiS opõe-se, entre outras coisas, aos direitos das pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgénero) e segue as normas da poderosa Igreja Católica da Polónia.

/ AG