Durante este domingo, os principais líderes mundiais condenaram os atentados que ocorreram em vários hotéis e igrejas no Sri Lanka, onde católicos participavam na missa pascal.

O Papa Francisco expressou a sua “tristeza” perante os ataques mortais no Sri Lanka neste domingo de Páscoa, mostrando-se próximo de “todas as vítimas de tal violência cruel”.

Soube, com tristeza, da notícia dos graves atentados, precisamente hoje, dia de Páscoa, que trouxe dor e luto em várias igrejas e outros locais de encontro no Sri Lanka”, disse o Papa perante milhares de pessoas concentradas na Praça de São Pedro, no Vaticano, a assistir à missa pascal.

Desejo expressar a minha proximidade afetiva à comunidade cristã, que estava reunida, e a todas as vítimas de tão cruel violência. Confio ao Senhor aqueles que desapareceram tragicamente e rezo pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa deste evento dramático", acrescentou o pontífice durante a celebração da missa pascal.

Antes, o Papa Francisco presidiu à celebração da Missa da Ressurreição de Cristo, mas decidiu não realizar a homilia.

Na bênção "Urbi et Orbi" ("para a cidade e para o mundo"), o Papa falou dos conflitos e outras dificuldades no mundo.

Juncker exprime "tristeza" e "horror"

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, manifestou o seu “horror” e “tristeza” pela série de explosões ocorridas no Sri Lanka, afirmando que a União Europeia está “pronta para apoiar”.

Foi com horror e com tristeza que tomei conhecimento das explosões no Sri Lanka que custaram a vida a tantas pessoas. Ofereci as minhas mais sentidas condolências às famílias das vítimas que se reuniram pacificamente em oração ou para visitar este lindo país. Estamos prontos para dar todo o apoio”, escreveu Juncker numa mensagem na rede social Twitter.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões, em três hotéis de luxo e uma igreja, mas outras igrejas fora da capital, onde há uma forte presença católica, também sofreram ataques, bem como outros espaços hoteleiros.

As explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 8:45 (3:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

No mais recente balanço, fonte policial avançou à agência de notícias francesa France Presse que as autoridades já registaram 156 mortos, entre os quais 35 estrangeiros, e mais de 400 feridos. Um dos mortos é um português de cerca de 30 anos.

Macron, Merkel e Sánchez condenam atos terroristas

O Presidente francês, Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, manifestaram o seu pesar e condenaram os ataques no Sri Lanka.

Profunda tristeza após os ataques terroristas em igrejas e hotéis no Sri Lanka. Condenamos veementemente esses atos hediondos. Toda a nossa solidariedade com o povo do Sri Lanka e nossos pensamentos para todos os parentes das vítimas neste dia da Páscoa”, afirmou o presidente francês.

Também a chanceler alemã, Angela Merkel, condenou o “ódio religioso e intolerância que se manifestaram tão terrivelmente hoje [e que] não devem prevalecer”, segundo uma mensagem nas redes sociais.

No mesmo sentido é a mensagem deixada pelo chefe de Governo espanhol: “A minha mais forte condenação aos terríveis ataques no Sri Lankla”, escreveu Pedro Sánchez, lamentando as “dezenas de vítimas que estavam a celebrar a Páscoa da Ressurreição que nos fazem chorar”.

O terror e a barbárie nunca nos dobrarão”, concluiu Pedro Sánchez.

Bolsonaro condena rasto de "morte e dor"

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, condeou os ataques e lamentou "o rasto de morte e dor" deixado por extremistas neste "dia sagrado".

Mesmo neste dia sagrado, o extremismo deixa rastros de morte e dor. Em nome dos brasileiros, condeno os ataques que deixaram centenas de vítimas no Sri Lanka, inclusive em igrejas, onde se celebrava a Ressurreição de Cristo. Que Deus possa confortar os que agora sofrem!", escreveu o mandatário na sua conta da rede social Twitter.

ONU condena agressões no Sri Lanka e pede justiça rápida

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou os ataques terroristas no Sri Lanka e apelou a que os agressores sejam “rapidamente levados à justiça”.

O secretário-geral está indignado com os ataques terroristas a igrejas e hotéis no Sri Lanka no domingo de Páscoa, um dia sagrado para os cristãos de todo o mundo. Ele lembra a santidade de todos os lugares de culto. Ele espera que os perpetradores sejam rapidamente levados à justiça”, afirma o porta-voz do secretário-geral sobre ataques terroristas no Sri Lanka.

Num comunicado enviado aos jornalistas, “o secretário-geral expressa as suas mais profundas condolências às famílias das vítimas, ao povo e ao Governo do Sri Lanka, e deseja uma rápida recuperação aos feridos. Ele elogia a liderança demonstrada pelas autoridades e pela unidade do povo do Sri Lanka após os ataques”.

O secretário-geral reitera o apoio e a solidariedade das Nações Unidas com o povo e o Governo do Sri Lanka “neste momento difícil para a nação”.