Os advogados do caso que envolve Jeffrey Epstein, o multimilionário norte-americano acusado de tráfico sexual de menores que se suicidou na prisão, apelaram ao príncipe André que colabore com as autoridades norte-americanas que estão a investigar o caso.

Segundo Lisa Bloom, que faz parte da equipa que representa cinco mulheres que acusam Epstein, em declarações à BBC, diz que as vítimas estão "indignadas" com a falta de cooperação do filho da Rainha Isabel II.

As declarações surgem depois do procurador nova-iorquino Geoffrey Berman ter afirmado que "até agora, o príncipe André ainda não deu qualquer cooperação".

"Estou contente que Geoffrey Berman tenha vindo a público tentar envergonhar o príncipe André, que fez uma declaração e depois com as portas fechadas está a fazer algo muito diferente. As cinco vítimas do Epstein que represento estão indignadas e desapontadas com o comportamento do príncipe André", afirmou a advogada.

A advogada acrescenta que "se o príncipe André não fez nada de mal, então cabe-lhe falar com o FBI  num momento que lhe seja conveniente e dizer o que sabe".

"Talvez consiga ajudar a levar outras pessoas à justiça", acrescentou.

Outra das advogadas que representa as vítimas, Gloria Allred, revelou à BBC Radio 4, que enviou uma carta ao filho da monarca de Inglaterra a pedir que cooperasse, mas não obteve resposta.

"Não dar resposta é o mesmo que cooperação zero. Isto é ridículo. Não é aceitável. O príncipe André tem obrigação moral de falar com as autoridades . foi o que disse que ia fazer", afirmou.

Contactado pela AFP, o Palácio de Buckingham não reagiu.

Acusado de agressões sexuais, em julho de 2019, pelo procurador federal de Manhattan, Epstein foi encontrado morto na sua cela, em 10 de agosto, em Nova Iorque.

André foi envolvido no escândalo, no final de 2019, devido à sua proximidade com Epstein. O duque de Iorque, com 59 anos, foi acusado por uma mulher, recrutada pelo falecido financeiro, de a ter forçada a ter relações sexuais com ele, apesar de ser menor.

O segundo filho da rainha Isabel II, conhecido por apreciar a companhia de membros do designado 'jet-set', defendeu-se durante uma entrevista calamitosa na BBC, em resultado da qual teve de se demitir das suas funções oficiais e/ou públicas.

/ AM