Nos Estados Unidos, o primeiro dia de setembro ficou marcado por um retrocesso no direito ao aborto no estado do Texas.

A diretiva, assinada pelo governador republicano Greg Abbott em maio, passa a proibir o aborto assim que um batimento cardíaco possa ser detetado num feto, algo que ocorre geralmente perto das seis semanas da gestação e antes que a maioria das mulheres saiba que está grávida.

O tema já levou Biden a acusar o Supremo Tribunal por ter permitido um "caos constitucional", que descreve como um "ataque aos direitos das mulheres" e esteve em destaque na conferência de imprensa desta quinta-feira na Casa Branca. O ambiente na sala ficou pesado quando o jornalista Owen Jensen do canal católico EWTN Global Catholic Network perguntou: “Porque é que o presidente apoio o aborto quando a sua própria fé católica o descreve como uma imoralidade?”

Ele [Joe Biden] acredita que é um direito da mulher, é o corpo da mulher e é escolha da mesma”, respondeu a porta-voz da Casa Branca.

O jornalista voltou a ripostar, Jen Psaki de forma direta e clara, reforçando que é uma escolha da mulher e do médico que acompanha o caso.

Sei que nunca passou por essas escolhas nem esteve grávido. Mas, para as mulheres que já enfrentar essas decisões é algo incrivelmente difícil. O presidente acredita que os direitos dessas mulheres devem ser respeitados”, reitera Jen Psaki.

Nuno Mandeiro