Estávamos a 7 de novembro quando foi anunciado que, Joe Biden - ex-vice-presidente de Obama -, será o 46.º presidente dos Estados Unidos da América. A vitória surgiu depois de vários dias de ansiedade e expectativa para os democratas, enquanto acompanhavam os resultados. 

A seu lado, estará a primeira mulher e a primeira afro-americana a servir os Estados Unidos da América como vice-presidente, Kamala Harris. 

Um dos momentos decisivos e que permitiu a eleição de Biden foi a vitória projetada dos democratas nos estados de Wisconsin e do Michigan, que à data reduziam consideravelmente as hipóteses de Trump, que se via "obrigado" a vencer no Estado da Pensilvânia para ainda ter alguma chance de reeleição. 

Tal não veio a acontecer, com Biden e Kamala a vencer o estado por uma margem de mais de 34 mil votos. 

De acordo com a imprensa norte-americana, Biden assistiu à vitória a partir da sua casa em Delaware com a família ao lado. 

TRUMP ADMITE DERROTA, MAS INSISTE QUE HOUVE FRAUDE

Dias mais tarde, a 15 de novembro, o presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, admitia a vitória do rival democrata Joe Biden nas eleições de 3 de novembro, mas insistia, sem apresentar provas, na tese de que houve fraude eleitoral.

Ganhou porque as eleições foram fraudulentas. Não foram autorizados observadores dos votos, os votos foram contados por uma empresa privada da esquerda radical, Dominion, que tem má reputação e uma equipa enganadora que nem sequer preencheu os requisitos para operar no Texas (onde ganhei por larga vantagem), e os órgãos de comunicação falsos e calados, e muito mais!”, afirmava, no twitter, o marido de Melania Trump. 

TOMADA DE POSSE SEM HABITUAL MULTIDÃO

Joe Biden afirmou entretanto que espera tomar posse a 20 de janeiro nos degraus do Capitólio, mas quer evitar os habituais ajuntamentos no National Mall e ao longo da Avenida Pensilvânia de Washington D.C., onde costumam concentrar-se centenas de milhares de pessoas que querem assistir à cerimónia e ao desfile.

Diogo Assunção