A Administração do presidente Joe Biden solicitou ao Supremo Tribunal que retire da agenda a apresentação dos argumentos do executivo sobre o financiamento do muro e do programa que obriga os requerentes de asilo a aguardar resposta no México.

A exposição dos argumentos sobre estes casos estava agendada para 22 de fevereiro e 01 de março, respetivamente, mas, em requerimentos separados, a procuradora-geral interina dos Estados Unidos, Elizabeth Prelogar, solicitou que fossem retirados da ordem do dia.

O pedido foi feito depois de Joe Biden, no seu primeiro dia na Casa Branca, ter assinado a ordem executiva para suspender a construção do muro junto à fronteira com o México, uma bandeira do seu antecessor na Casa Branca, Donald Trump.

Biden assinou também o decreto a suspender novos registos no programa Protocolos de Proteção ao Migrante (MPP na sigla em inglês), também conhecido por “Fique no México”.

No âmbito desse programa, cerca de 68.700 pessoas foram devolvidas ao México para aguardarem resposta ao seu processo de pedido de asilo.

A Administração pediu ao Tribunal para retirar o caso [do muro] da sua agenda enquanto avalia a legalidade dos métodos de financiamento e os de contratação utilizados para a construção do muro”, disse em comunicado a associação ambientalista El Sierra Club que tem lutado contra a construção do muro.

Citada pela agência Efe, Gloria Smith, advogada do El Sierra Club, afirmou que a associação está “satisfeita por esta pausa na construção do muro”.

Durante a presidência de Donald Trump, que fez do muro uma medida central para conter a imigração ilegal, foram construídas cerca de 450 milhas (720 quilómetros) de muro, em grande parte substituindo valas anteriormente existentes.

A extensão da fronteira norte-americana com o México é de quase 2.000 milhas (cerca de 3.200 quilómetros).

/ RL