Até ao momento não foi estabelecida qualquer ligação de causalidade entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina contra a covid-19 da Johnson&Johnson, garantiu o regulador norte-americano, que está a investigar potenciais ocorrências nos Estados Unidos.

A FDA [Food and Drug Administration, agência federal] está ao corrente de informações nos Estados Unidos sobre eventos tromboembólicos graves, associados a um baixo nível de plaquetas no sangue, que ocorreram em alguns indivíduos depois de receberem a vacina contra a covid-19 da Janssen. Neste momento, não encontrámos ligação de causalidade com a vacinação e continuamos a acompanhar a evolução destes casos", afirmou o regulador norte-americano em comunicado enviado à Agência France Presse (AFP), citando o nome da filial europeia da Johnson & Johnson.

O regulador norte-americano do medicamento assegurou, ainda, que voltará a esclarecer o público "assim que tiver mais informação".

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) indicou na sexta-feira que estava a investigar ligações entre a vacina da "J&J" e casos de coágulos sanguíneos.

Um caso ocorreu durante um ensaio clínico e três casos surgiram no quadro da vacinação nos Estados Unidos. Um deles foi fatal", acrescentou a EMA.

A FDA anunciou estar "ao corrente" do comunicado da EMA, que tem por base informações que a agência norte-americana lhe forneceu, "recebidas durante a utilização pós autorização da vacina contra a covid-19 da Janssen" nos Estados Unidos.

A vacina unidose da Johnson & Johnson foi autorizada no final de fevereiro, após as de duas doses da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

O regulador europeu aprovou também a vacina Johnson & Johnson e a administração nos países da União Europeia deve começar este mês, após arranque da distribuição a 19 de abril.

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