As autoridades norte-americanas vão retomar o uso da vacina da Johnson & Johnson contra a covid-19, seguindo, assim, a recomendação do painel de conselheiros do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O anúncio da retoma foi feito em comunicado conjunto do CDC e da Administração para Alimentos e Medicamentos (FDA), o regulador dos Estados Unidos.

Em linha com a recomendação dos peritos, as duas agências governamentais sustentam que o benefício do uso da vacina supera os riscos, ligados a casos muito raros de coágulos sanguíneos, que levaram à suspensão do seu uso há 11 dias.

Entre quase oito milhões de pessoas vacinadas com a vacina da Janssen, o braço farmacêutico da Johnson & Johnson, as autoridades de saúde identificaram 15 casos de um tipo raro de coágulo de sangue, três deles fatais.

Todos os casos ocorreram em mulheres, a maioria com menos de 50 anos.

A decisão divulgada pelos conselheiros do CDC refere que é fundamental que mulheres mais jovens sejam informadas sobre esse risco, em termos claros e compreensíveis, para que possam decidir se preferem escolher uma vacina alternativa.

No início da semana, os reguladores europeus tomaram decisão semelhante, decidindo que o reduzido risco de coágulos não era impeditivo do uso desta vacina.

Na quarta-feira, Portugal anunciou que iria administrar a vacina da Johnson sem quaisquer constrangimentos.

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