Donald Trump entende que o relatório da CIA noticiado no sábado sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashogg é "prematuro". Esse relatório conclui que o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman mandou matar o jornalista. O presidente norte-americano promete para breve, nos próximos dois dias, um relatório "muito completo" que divulgará "quem o fez". 

Eles ainda não avaliaram nada. É muito cedo. Esse relatório foi muito prematuro. Nós vamos ter um relatório na terça-feira. E vai ser muito completo [...] e com quem causou e quem fez isto".

Aos jornalistas, numa visita que fez pelas casas devastadas em Malibu, na Califórnia, ainda acrescentou: "Estamos a falar de um assassinato. Não estamos a falar de mais nada. Estamos a falar de um assassinato, então de quem o fez".

Na sua notícia, o The Washington Post citou fontes anónimas, dizendo que os serviços de informações norte-americanos concluíram que o príncipe herdeiro saudita ordenou o homicídio de Jamal Khashoggi em Istambul.

Esta notícia contradiz as recentes posições do reino saudita, que negou qualquer responsabilidade de Mohammed bin Salman na morte do jornalista em outubro.

Para chegar a esta conclusão, lê-se no jornal norte-americano, a CIA cruzou várias fontes, incluindo um contacto entre o irmão do príncipe herdeiro, também embaixador da Arábia Saudita nos Estados Unidos, e Jamal Khashoggi.

De acordo com o jornal de Washington, Khalid bin Salmane aconselhou Khashoggi a visitar o consulado saudita em Istambul, assegurando-lhe que nada lhe aconteceria.

O jornal acrescenta que fez o telefonema a pedido de seu irmão, mas não ficou claro que Khalid bin Salman soubesse que Khashoggi seria então assassinado.

Khalid ben Salman reagiu de imediato na sua conta pessoal na rede social Twitter a estas acusações, negando veementemente o teor da notícia do Washington Post.

O jornal New York Times, por seu lado, noticiou também na sexta-feira que as autoridades dos EUA advertiram que os serviços de informação norte-americanos e turcos não possuem provas claras que liguem o príncipe herdeiro ao assassínio de Khashoggi.

Contudo, avança aquele jornal, a CIA acredita que a influência do príncipe é tal que o homicídio não poderia ter ocorrido sem a sua aprovação.