O Procurador-Geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu esta terça-feira ao Supremo Tribunal que impedisse Juan Guaidó de sair do país e o congelamento dos seus bens, avança a Reuters.

Já a AFP, no seu alerta, deu como certo o impedimento de abandono do país e de congelamento dos ativos de Guaidó.

Foi ainda pedida a abertura de uma investigação preliminar contra o autoproclamado presidente venezuelano.

Viemos até aqui para solicitar que se apliquem medidas cautelares que permitam neste caso: um, a proibição da sua saída do país; dois, a proibição de alienar os bens, móveis e imóveis; três, o bloqueio da suas contas”, terá delcarado Saab na sede do Supremo Tribunal de Justiça, em Caracas, citado pelo El Mundo.

Juan Guaidó, depois de saber do pedido, afirmou não ficar supreendido com a decisão do Procurador, e disse ainda que não subestima a ameaça de detenção.

De maneira muito responsável, digo-vos: "nada de novo". Infelizmente, é um regime que não responde ao venezuelano, a única resposta é a perseguição, a repressão", disse o presidente interino esta terça-feira.

A Venezuela vive atualmente uma crise política e socioeconómica.

O autoproclamado presidente interino apelou a uma vaga de manifestações no país e no estrangeiro contra Nicolás Maduro.

Juan Guaidó quer a máxima pressão para que o presidente de facto ceda ao ultimato de vários países europeus, incluindo Portugal, para que se convoquem eleições livres.

Já Nicolás Maduro garante que não cede e que tudo não passa de uma orquestração internacional, liderada pelos EUA.