O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Juan Guaido, a única instituição controlada pela oposição, foi detido este domingo pelos serviços secretos, quando estava a caminho de uma reunião fora de Caracas. Guaido foi libertado pouco tempo depois de ter sido detido.

Foi a sua mulher, Fabiana Rosales, que denunciou a detenção, através da sua conta no Twitter.

O SEBIN [Serviço Secreto Bolivariano de Informações] prendeu Juan Guaido", escreveu a esposa do presidente do parlamento.

 

Os deputados que aguardavam Guaido para uma reunião que iria decorrer a cerca de 40 quilómetros de Caracas também confirmaram a sua detenção.

Pouco tempo depois surgiu uma mensagem na conta oficial de Juan Guaido no Twitter: "Alertamos o mundo e o país que hoje, 13 de janeiro, o comando do SEBIN deteve o presidente da Assembleia Nacional e não sabemos onde se encontra”.

Entretanto, Fabiana Rosales escreveu, novamente através do Twitter, que o marido já tinha sido libertado.

"Agradeço todas as reações imeditadas de apoio face a esta violação cometida pela ditadura dos direitos do meu marido. Já estou com ele e vamos à reunião pública" disse.

A ministra venezuelana dos Serviços Prisionais alertou esta semana Guaidó que tinha preparada uma cela devido à intenção do presidente da Assembleia Nacional de provocar um golpe de Estado no país e retirar Maduro do poder.

Atualmente, o parlamento não reconhece legitimidade ao novo governo de Nicolás Maduro.