Autor do ataque de Londres pode não ter ligações ao Estado Islâmico ou à al-Qaeda, informou a polícia britânica, em comunicado divulgado nesta segunda-feira.

Recorde-se que o Estado Islâmico reivindicou o ataque que teve lugar em Westminster, na última quarta-feira, primeiro sobre a ponte e depois junto ao parlamento, em que morreram quatro pessoas e dezenas ficaram feridas.

De acordo com a polícia, a notícia da radicalização de Khalid Masood, que nasceu Adrian Russell Ajao, em Kent, Inglaterra, há 52 anos, não passa de "especulação".

Não há provas de que Masood se tenha radicalizado em 2003, quando esteve preso [mudou de nome em 2005], como foi sugerido. Isto é pura especulação, nesta fase. Também não encontrámos qualquer prova de ligação ao Estado Islâmico ou à al-Qaeda, ainda que seja claro o interesse na Jihad", afirmou o coordenador nacional de contraterrorismo do Reino Unido, Neil Basu.

Para este responsável, Khalid Masood, que depois de atropelar várias pessoas na ponte de Westminster, parou o carro junto ao parlamento britânico, matando um polícia com uma faca, e sendo depois abatido, revelou "falta de sofisticação e tecnologia", ainda que o ataque tenha sido "copiado de outros ataques" reivindicados pelo Estado Islâmico, ao visar civis e polícias, mas "nesta fase", a polícia "não tem provas de que haja outros envolvidos"

Neil Basu lembrou que o autor do ataque de Westminster "não estava a ser investigado" nem era considerado uma ameaça pelos serviços secretos.

Sei quando, onde e como Masood cometeu estas atrocidades, mas preciso de saber porquê. Mais importante, as vítimas e as suas famílias também querem respostas", afirmou.

 

O coordenador nacional de contraterrorismo do Reino Unido repetiu, por isso, o apelo ao público para que transmita à polícia todas as informações relacionadas com este homem.

Particularmente aqueles que conheciam ou falaram com Khalid Masood nos meses, semanas e dias antes do ataque. Estamos a tentar localizar essas pessoas, mas gostaria de vos pedir que, voluntariamente, ajudassem a investigação. (...) O que posso dizer, neste momento, é que os contactos de Masood no dia do ataque são uma das grandes linhas da investigação. Se sabem alguma coisa sobre ele a 22 de março, informem por favor as autoridades, porque essa informação pode ser importante para estabelecer um estado de espírito", pediu, ainda, Neil Basu.