O lider da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pode estar entre a vida e a morte, na sequência de uma cirurgia ao coração no dia 12 de abril, de acordo com a CNN.

O jornal sul-coreano Daily NK confirma que Kim foi operado ao coração, devido a complicações causadas "por fumar em excesso, pela obesidade e pelo excesso de trabalho".

A especulação sobre o estado de saúde do ditador surgiu depois da ausência nas celebrações públicas do aniversário do avô Kim Il-Sung, fundador da Coreia do Norte, no dia 15 de abril. Kim, o neto, foi visto pela última vez no dia 11 de abril, num encontro do governo, tendo depois desaparecido dos holofotes mediáticos.

A CNN cita vários oficiais norte-americanos que alegam ter conhecimento direto da informação, e que garantem que o estado de saúde do governante é grave, só não é possível determinar o grau dessa mesma gravidade, já que as condições física e psicológica do ditador são um dos segredos mais bem guardados da Coreia do Norte.

Entretanto, o gabinete presidencial da Coreia do Sul, citado pela Reuters, já veio desmentir a notícia, argumentado que não há evidências de que Kim Jung-un esteja "gravemente doente". Ainda assim, o governo de Seul não nega que o líder norte-coreano tenha sido operado ao coração.

Não se sabe como vai ser o futuro, mas caso Kim tenha de abdicar do poder, tudo aponta que será a irmã, Kim Yo-jong, a tomar as rédeas da Coreia do Norte.

Esta não é a primeira vez que se especula sobre o estado de saúde ditador que está no poder há praticamente dez anos. Em 2014, Kim desapareceu durante 40 dias, no início de setembro. Quando voltou a surgir em público, em outubro, foi fotografado com uma bengala. Na altura, os media controlados pelo estado reconheceram que o governante sofria de uma "condição física desconfortável".

Emanuel Monteiro