O inspetor-geral da polícia da Malásia disse hoje que os três norte-coreanos procurados no âmbito da investigação da morte, em Kuala Lumpur, de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder da Coreia do Norte, estão refugiados na sua embaixada naquele país.

No entanto, a representação diplomática de Pyongyang não está a colaborar com as investigações, disse Khalid Abu Bakar em conferência de imprensa.

Não vamos fazer um ataque à embaixada. Esperamos que saíam. Temos tempo”, acrescentou.

Os funcionários diplomáticos da Coreia do Norte estão impedidos de abandonarem a Malásia, depois de o regime de Pyongyang ter impedido todos os nacionais malaios de saírem de território norte-coreano.

Nenhum oficial ou funcionário da embaixada da Coreia do Norte está autorizado a abandonar o país”, disse o Ministério do Interior da Malásia em comunicado, numa altura em que aumentam as tensões entre os dois países devido ao caso do homicídio de Kim Jong-nam.

Este comunicado clarificou um tweet da agência de notícias nacional Bernama, que indicava que todos os cidadãos da Coreia do Norte estavam sujeitos à proibição.

Foi a resposta da Malásia à Coreia do Norte, que proibiu todos os cidadãos malaios de saírem do país até que o caso do homicídio do meio-irmão de Kim Jong-un “se resolva adequadamente”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte notificou a embaixada da Malásia em Pyongyang de que não permitirá a saída de nenhum malaio até que seja garantida a segurança dos cidadãos norte-coreanos na Malásia.

O anúncio surge um dia depois de Pyongyang ter declarado o embaixador da Malásia na Coreia do Norte 'persona non grata’, em represália pela expulsão do seu embaixador na Malásia, Kang Chol, ordenada por Kuala Lumpur no passado sábado depois das suas críticas à investigação pelo homicídio de Kim Jong-nam.

O primeiro-ministro da Malásia entende, por isso, que os seus cidadãos naquele país estão "reféns".

“Este ato horrendo, os nossos cidadãos estão efetivamente a ser mantidos reféns, em total desrespeito de todas as leis e normas internacionais diplomáticas", afirmou Najib Razak em comunicado.

Najib Razad exigiu a libertação imediata de todos os cidadãos malaios retidos na Coreia do Norte e convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional.

 
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